Áreas de Atuação

Saúde Sexual e Reprodutiva

 

A Área de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) da ANEM apresenta como objetivo orientador da sua ação a sensibilização e formação dos Estudantes de Medicina em Saúde Sexual e Reprodutiva, nomeadamente Planeamento Familiar e Contracepção, Orientação Sexual e Identidade de Género, Infeções Sexualmente Transmissíveis e Violência nas Relações.

Procurando alcançar este objetivo pretendemos desenvolver projetos e atividades que contribuam para tornar e capacitar os futuros médicos como indivíduos ativos e interventivos na sociedade, na promoção e atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva dos indivíduos. Propomo-nos ainda a realizar atividades que permitam a interação entre os Estudantes de Medicina e a população geral, para que estes se tornem mais aptos para um futuro contacto com os seus pacientes sensibilizando a população com o intuito de a tornar mais informada, inclusiva e capaz de viver uma sexualidade saudável.

As principais atividades da Área são o SCORA X-Change (intercâmbio que versa sobre Saúde Sexual e Reprodutiva) e o ASSR em Festa (promoção da saúde sexual e prevenção da doença em festivais de verão).

A Área dinamiza igualmente outras atividades transversais como o Med On Tour ou a Educação para Todos, especificamente no percurso Sem Tabus.

 

No presente mandato foram definidas como temáticas prioritárias a Prevenção do VIH, a Orientação Sexual e Identidade de Género e a Violência nas Relações.

 

 

 VIH

 

“A infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) é reconhecida internacionalmente como uma ameaça ao desenvolvimento social e económico das populações”1, pondo em risco a vida das mesmas. Este facto conduziu a uma preocupação crescente em relação ao assunto e ao reconhecimento como uma “prioridade no Plano Nacional de Saúde” 2012-2016 em Portugal. Em relação ao Programa, que reconhece a “sexualidade segura” como uma prioridade, o final do ano de 2016 é tempo de balanços, visando perceber qual a efetividade das medidas tomadas ao longo deste ciclo.

Acrescentando aos problemas físicos inerentes à infeção, a Direção Geral da Saúde reforça a importância de abordar o estigma e a discriminação que desde cedo se associaram ao VIH/SIDA e que obrigam a colocar o respeito pelos direitos humanos no centro da atenção às pessoas que vivem com a infeção por VIH.

Consulta AQUI o Programa Nacional na íntegra

 

PROGRAMA NACIONAL PRINCIPAL DAS ATIVIDADES

em atualização

 

 

 Orientação Sexual e Identidade de Género


Em todo o mundo, devido à orientação sexual e identidade de género, pessoas são vítimas de violência, discriminação, estigma, exclusão e preconceito, experiências que põem em causa a sua integridade e dignidade e os levam a estados de baixa autoestima e a esconder, e/ou suprimir a identidade ou viver vidas de medo e invisibilidade.

Para além de todos estas questões sociais, muitas vezes a comunidade LGBT+ sente desigualdades e discriminação na saúde, sendo estes considerados como determinantes sociais da saúde.. Com isto, note-se a importância da igualdade aos acessos de saúde (promoção, prevenção e cuidados). Há uma necessidade de posicionar a saúde e o bem-estar como uma das principais características daquilo que constitui uma sociedade bem-sucedida, inclusiva e justa.

Consulta AQUI o Programa Nacional na íntegra 

 

PROGRAMA NACIONAL PRINCIPAL DAS ATIVIDADES

em atualização

 

 

 Contra a Violência nas Relações

 

Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, em 2015, 12.837 processos de pedido de apoio foram registados, num conjunto de 9.612 vítimas e 23.326 crimes e outras formas de violência. Nota-se um aumento gradual (de 8%) do número de processos, do número de vítimas e do número de episódios violentos, ao longos dos anos.

Apesar da violência doméstica contra mulheres ser mais prevalente, os homens também são vítimas, e têm problemas em abandonar estas relações tal como as mulheres. Além disso, os homens enfrentam outro problema, sendo esta a principal barreira para ser feito o pedido de ajuda: o medo e a vergonha de serem desacreditados e humilhados pela família, amigos ou mesmo instituições judiciárias e policiais, visto que em 60,8% dos casos o agressor é do sexo feminino. 

Por fim, deverá também dar-se particular importância à violência no namoro durante a adolescência, não só por ter uma elevada prevalência e consequências na saúde física e mental, mas também por ocorrer numa fase da vida onde os relacionamentos românticos se estão a iniciar e os padrões inter-relacionais estão a ser apreendidos, podendo passar para a fase adulta. Segundo um estudo realizado na Universidade do Minho, a prevalência da violência doméstica é de 25,6%, junto dos estudantes do ensino secundário. 

Consulta AQUI o Programa Nacional na íntegra

 

PROGRAMA NACIONAL PRINCIPAL DAS ATIVIDADES

em atualização