Educação Médica

Planeamento Integrado da Formação Médica em Portugal

Portugal vivenciou, ao longo dos últimos 20 anos, um aumento desproporcionado do número de ingressos nos seus cursos de Medicina. Este número, além de excedente para as suas necessidades, coloca claramente em causa a qualidade da Formação Médica do País.

O número de estudantes nas Escolas Médicas Portuguesas encontra-se consistentemente acima daquele para o qual estas foram projetadas. Tal saturação das capacidades formativas coloca em causa a qualidade com que o Ensino Médico é ministrado a nível pré-graduado.

Adicionalmente, a formação médica não termina no final do Mestrado Integrado. De acordo com as diretrizes internacionais, a formação médica deve ser encarada de uma forma completa, garantindo o acesso à especialização por parte de todos os diplomados. Daqui resulta que o número de ingressos nos cursos de Medicina não poderá estar apenas dependente das capacidades formativas pré-graduadas, devendo também respeitar as pós-graduadas.

A ANEM enviou por isso uma proposta ao governo, apelando ao Planeamento Integrado da Formação Médica em Portugal.

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