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ANEM apela ao reforço dos fundos para investigação em Portugal

06 Agosto 2025

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) espera que o fim da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a respetiva reestruturação da investigação científica em Portugal não conduzam a uma diminuição dos fundos destinados à investigação, mas sim ao seu reforço.

A ANEM considera a investigação como um pilar essencial para a Ciência, a Medicina baseada na evidência e o progresso da sociedade. Neste sentido, considera que a reforma anunciada deve ser uma oportunidade para fortalecer a ciência em Portugal, garantindo maior financiamento, acessibilidade e estabilidade no apoio à investigação, incluindo no setor da saúde e da educação médica.

Enquanto representante da comunidade estudantil de Medicina, a ANEM defende que as Escolas Médicas Portuguesas e o Estado devem:

  • Reforçar a dotação orçamental para Centros de Investigação associados às Instituições de Ensino Superior, potenciando a qualidade e atratividade da investigação em Portugal;
  • Integrar a investigação científica no percurso académico dos estudantes de Medicina, garantindo oportunidades reais de participação desde a formação pré-graduada, em linha com recomendações da World Medical Association e da Organização Mundial da Saúde;
  • Criar e ampliar mecanismos de apoio, bolsas e programas de investigação acessíveis aos estudantes, fomentando a igualdade de oportunidades e combatendo a discrepância existente entre Escolas Médicas;
  • Promover parcerias nacionais e internacionais que permitam a mobilidade, a partilha de conhecimento e a consolidação de redes colaborativas de excelência;
  • Disponibilizar infraestruturas, ferramentas e recursos digitais (bases de dados, software de análise, acesso a bibliografia científica) indispensáveis à prática investigativa.


Investigação como motor de futuro


A ANEM sublinha que a investigação científica desempenha um papel decisivo no desenvolvimento do pensamento crítico, na definição das escolhas profissionais e na formação de competências transversais dos futuros médicos. É também um fator estratégico para a inovação em saúde, a criação de novos fármacos e vacinas, e a melhoria dos cuidados de saúde prestados à população.

Assim, a Associação reitera a sua posição de que a anunciada reforma deve traduzir-se num investimento acrescido na ciência e numa aposta clara na valorização da investigação. O futuro da Medicina em Portugal exige mais e melhor investigação – nunca menos.

Leia aqui o comunicado oficial.