A primeira Assembleia Geral Ordinária do novo mandato é, tradicionalmente, um momento estruturante para a nossa Federação.

Nos passados dias 20, 21 e 22 de fevereiro, a Direção da ANEM apresentou o Plano de Atividades, o Plano Anual Estratégico de Política Nacional e o Orçamento da ANEM para o mandato de 2026.

O Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, onde ocorreu a 173.ª Assembleia Geral, foi palco de uma discussão ativa, profícua e necessária. Os novos documentos aprovados revelam-se ambiciosos, refletindo o compromisso da Direção com a defesa dos estudantes de Medicina e com uma atuação responsável e estratégica.

As Nossas Prioridades para 2026

Na área de Direitos Humanos e Ética Médica, Maria Leal assume a representação externa como prioridade central, estruturando a sua atuação em quatro eixos: ensino da ética médica, medicina de catástrofe, humanização no acesso à saúde e direitos humanos enquanto base da prática clínica.

Na Educação Médica, Diogo Oliveira mantém o compromisso com a análise crítica das condições formativas, a promoção da inovação pedagógica e a produção de evidência que sustente posições políticas sólidas em defesa da qualidade do ensino médico.

Na área de Formação, Davidson Dimande e Rodrigo Baptista centram-se na valorização da formação complementar, no reforço da emergência médica e na promoção da investigação nas Escolas Médicas. A estratégia assenta num advocacy estruturado, na capacitação da Representação Local e na consolidação de atividades formativas nacionais, visando uma formação médica mais completa, prática e equitativa.

Na área de Mobilidade, Marco Lobo, Beatriz Béltran e Maria Rasteiro consolidam o posicionamento internacional da ANEM e a excelência dos Programas de Intercâmbio. Os objetivos passam por reforçar a representação na IFMSA, garantir a qualidade e a sustentabilidade dos intercâmbios e ampliar o acesso à informação e a capacitação da comunidade estudantil.

Na Saúde Pública, António Brito mantém como eixos prioritários a saúde mental e o impacto das alterações climáticas na saúde, assegurando a continuidade e a consolidação do trabalho previamente desenvolvido. Paralelamente, inicia-se uma nova linha estratégica dedicada às desigualdades geográficas e sociais no acesso à saúde, com produção de reflexão técnica estruturada.

Em Saúde Sexual e Reprodutiva, Henrique Mendes incide sobre o planeamento familiar e cuidados reprodutivos, violência baseada no género, saúde da comunidade LGBTQIA+ e integração da área no currículo médico, articulando o advocacy político com a capacitação e projetos estruturantes.

A Visão para o Futuro

A Presidente da ANEM, Maria Fontão, encerrou a 173.ª Assembleia Geral com uma intervenção firme e mobilizadora, sintetizando a visão estratégica que orienta o mandato de 2026.

“Mudar é uma inevitabilidade, mas mudar estrategicamente implica pensar, refletir, avançar — ou regredir, se necessário — e, sobretudo, executar.

É no contexto desta reflexão que a Direção da ANEM inicia o seu mandato, com uma visão estratégica, ampla, multiperspetiva e inovadora. Reestruturamos Áreas de Atuação, responsabilizamo-nos pela revisão de documentos estruturais, primamos pela sustentabilidade da ANEM em todas as suas vertentes e, finalmente, olhamos para a componente política no enquadramento dos desafios que a sociedade enfrenta atualmente.

É impreterível que a Federação continue a ser pautada pelo dinamismo que lhe é tão característico, e tal implica um olhar atento aos desafios do presente e, sobretudo, a coragem para questionar padrões de execução e de posicionamento, e de os alterar em conformidade.

 O Plano de Atividades aprovado é um reflexo nítido desta visão estratégica, e estamos convencidos de que reunimos, plenamente, as condições e a motivação necessárias para o executar.”

~ Maria Fontão, Presidente da ANEM