A segunda Assembleia Geral Ordinária do mandato é, por tradição, o momento em que a Federação se recolhe para avaliar o caminho percorrido e afinar a rota estratégica.

Nos passados dias 5, 6 e 7 de junho, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) serviu de palco para a 175.ª Assembleia Geral, um espaço marcado pela discussão aberta, transparente e altamente profícua.

Neste encontro estruturante, foram apresentados e aprovados por unanimidade o Relatório Intercalar de Atividades (RIA) e o Relatório Intercalar de Implementação do Plano Anual Estratégico de Política Nacional (RIIPAEPN). Os documentos aprovados refletem não só a resiliência e o rigor metodológico da Direção da ANEM em resposta aos desafios do primeiro semestre, mas também uma visão renovada e plenamente alinhada com as necessidades dos estudantes de Medicina em Portugal.

As Conquistas e os Horizontes das Áreas

O esforço conjunto desenvolvido na primeira metade do mandato permitiu à Direção da ANEM alcançar patamares de execução assinaláveis, estabelecendo metas claras para os próximos meses.

No que concerne à área de Direitos Humanos e Ética Médica, a Maria destacou-se no advocacy com o Estudo de Ética Médica e na parceria com os Médicos Sem Fronteiras, perspetivando-se a adaptação deste estudo a novos públicos e a exploração de frentes na Medicina de Catástrofe.

Adicionalmente, na Educação Médica, o Diogo priorizou a capacitação da Representação Local, focando-se futuramente no Estudo do Impacto do Currículo na Escolha da Especialidade.

Por sua vez, na Formação, o Davidson e o Rodrigo evidenciaram o sucesso dos Estágios Nacionais, direcionando agora os esforços para a segunda edição do projeto Insight Out, para o Congresso Nacional de Estudantes de Medicina e para a dinamização do Training 4 All.

No âmbito da Imagem e Comunicação, a Luana e a Daniela destacaram-se pela presença em eventos de inovação tecnológica, pela estruturação da Task Force de Imagem e pela definição do inquérito sobre Fragmentação Digital em Saúde. Consequentemente, para o restante mandato, a área ambiciona analisar estes dados para fundamentar novas Tomadas de Posição e redigir planos locais de advocacy que assegurem o acesso equitativo a ferramentas digitais no ensino médico.

No âmbito da Mobilidade, o Marco, a Beatriz e a Maria asseguraram a gestão integrada dos Intercâmbios, concentrando-se nos próximos meses na sua execução prática e no acolhimento de estudantes estrangeiros com o apoio das plataformas Where To? e FAST.

Em paralelo, na Saúde Pública, o António dinamizou trabalhos comunitários, seguindo-se a publicação do Observatório de Saúde Mental, do Planetary Health Report Card e do relatório de desigualdades no acesso à saúde.

Finalmente, na Saúde Sexual e Reprodutiva, o Henrique promoveu capacitações especializadas e elevou a representação externa da Federação, prosseguindo os trabalhos com o projeto Safe&Fest e a dinamização do SCORA X-Change, a decorrer de 20 de julho a 7 de agosto, no Porto e em Lisboa.

A Continuidade Estratégica e Política

No encerramento dos trabalhos da 175.ª Assembleia Geral, a Presidente da Federação, Maria Fontão, reiterou o compromisso da ANEM com a transparência operacional e com o arrojo político necessário para enfrentar as conjunturas do Ensino Superior e do Sistema de Saúde.

À semelhança do verificado na primeira metade do mandato, a Federação manter-se-á comprometida em alargar a sua rede de parceiros e stakeholders, assim como em colaborar com o poder político na operacionalização das reivindicações da comunidade estudantil de Medicina.

“Na primeira Assembleia Geral, falávamos sobre mudar estrategicamente, e sobre como tal implica pensar, refletir, avançar e executar. Hoje, sabemos que a mudança está, mesmo, no centro da nossa ação.

E é mesmo isso que vemos: uma Federação dinâmica, irreverente, em movimento constante.

Vemos uma ANEM presente e que sabe ajustar-se, criticamente, às conjunturas que a realidade nos traz.”

~ Maria Fontão, Presidente da Direção da ANEM